Quem foi Ramatis

Ramatis, segundo as obras psicografadas por Hercílio Maes, é apresentado como um espírito de elevada evolução moral e intelectual, ligado a fraternidades espirituais do Oriente e dedicado ao auxílio da humanidade em seu processo de evolução consciencial e espiritual.

Nas narrativas trazidas por Hercílio Maes, Ramatis teria vivido há milênios em antigas civilizações orientais, especialmente na Índia, participando de escolas iniciáticas e desenvolvendo profundo conhecimento espiritual. Após sucessivas encarnações voltadas ao serviço, à sabedoria e à fraternidade, teria alcançado elevado grau de consciência, passando a atuar espiritualmente como orientador da humanidade.

Entretanto, é importante compreender que Ramatis não pertence oficialmente ao Espiritismo Kardecista tradicional. Embora suas mensagens utilizem conceitos comuns ao espiritismo — como mediunidade, reencarnação, carma e evolução espiritual —, sua linha é considerada espiritualista universalista, dialogando com diversas correntes espirituais e filosóficas.

Os ensinamentos atribuídos a Ramatis transitam entre: Espiritismo; Umbanda; Hinduísmo; Esoterismo oriental; Teosofia; Magnetismo espiritual; Leis universais; Consciência cósmica e expansão espiritual.

Por esse motivo, muitos centros espíritas kardecistas tradicionais não adotam suas obras como parte da codificação espírita estruturada por Allan Kardec. Existem inclusive críticas dentro do meio kardecista relacionadas a temas abordados por Ramatis, como previsões planetárias, conceitos sobre extraterrestres e abordagens consideradas excessivamente esotéricas.

Ainda assim, para os espiritualistas universalistas, Ramatis representa uma consciência espiritual comprometida com a renovação moral da humanidade, a fraternidade entre religiões e o despertar da consciência humana para valores mais elevados.

Suas obras abordam temas como: reforma íntima; mediunidade; alimentação e magnetismo; apometria; saúde espiritual; transição planetária; ética espiritual; união entre ciência e espiritualidade.

Entre os livros mais conhecidos atribuídos a Ramatis estão: Mensagens do Astral; Fisiologia da Alma; Elucidações do Além; A Sobrevivência do Espírito; A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores.

Essa visão universalista também se harmoniza com os princípios da CELUZ DE RAMATIS, cujo Estatuto estabelece o estudo e a prática espiritual com base nos ensinamentos de Ramatis e de outras vertentes espiritualistas universalistas. [verificar fonte: citação ao Estatuto pendente de confirmação contra o documento oficial antes de publicar].

Assim, Ramatis pode ser compreendido não como fundador de uma religião específica, mas como símbolo de integração espiritual, fraternidade universal e expansão da consciência, convidando o ser humano ao autoconhecimento, à ética, ao amor e à evolução espiritual sem sectarismo ou dogmas.